Déjà vu. – A “história” é sempre a mesma.

O texto que se segue poderia ser de qualquer Canense que quer ver a sua terra como Concelho, aspiração justa e mais que necessária como comprova o tempo, que é o nosso melhor aliado. Ao longo do tempo já se experimentaram as mais diversas soluções, a conclusão é sempre a mesma, somos demasiado grandes para pertencermos ao concelho que nos presta serviços e mal, só lhes interessa os nossos impostos, valendo cada dez Canenses o mesmo que um de lá, a história já demonstrou o contrário, mas houve quem não quisesse deixar os Canenses gerir os seus próprios recursos e o comunicado que se segue é bastante actual, substituindo uma ou duas palavras em todo o texto.
Movimento de Restauração do Concelho de Canas de Senhorim
AO POVO DA FREGUESIA DE CANAS DE SENHORIM
Nesta hora difícil para a nossa freguesia não pode o Movimento para a Restauração do seu Concelho (MRCCS) deixar de alertar e esclarecer as suas populações das consequências graves que poderão resultar da situação que atravessam.
Ao arbítrio, à injustiça, à desigualdade de tratamento e a atitudes semelhantes em que a Câmara é pródiga, vieram abater-se sobre o povo e sobre a nossa terra dificuldades de monta resultantes da situação política que o país atravessa.
Ao fecho das empresas sucedem-se normalmente a fome, a doença, a miséria e a destruição do tecido social.
Podem os Canenses acabar por se ver confrontados com uma situação deste tipo e urge continuar-se unido em volta desse objectivo comum – a reabertura da C. P. F. E..
Algumas pessoas rejubilam com a sua paralisação porque a política, o grupo e o Partido, estão para elas acima dos interesses mais gerais da colectividade, dos interesses de todos nós. O seu egoísmo é a manifestação mais próxima de uma mentalidade revanchista.
Contra a vontade de uns quantos (aliás os de sempre) os verdadeiros Canenses não se esqueceram ainda dos problemas que os afligem e afligem a sua terra, nem trocaram a sua dignidade pela satisfação de interesses pessoais e passageiros.
Contra a vontade desses o Movimento continua firme na defesa do ideal sagrado dos Canenses que representa e no respeito pela sua vontade livremente manifestado.
O Movimento do povo de Canas na execução do projecto em que se empenha – A Restauração do seu Concelho – traça a sua estratégia e define a sua própria orientação.
Dentro da sua dinâmica, a trégua que se tem seguido serviu exactamente para mostrar que a solução dos nossos problemas não se compadece com as promessas aventadas nas jogadas eleitoralistas dos que acabarão por deter momentaneamente o poder.
Como não poderia deixar de ser, o actual executivo da Câmara é, pelo menos, tão mau como os anteriores. Acresce a este facto, como factor importante também, a paralisação da C. P. F. E..
Este problema com todas as graves consequências de ordem humana, económica e social, que pode acarretar, acabou por se tornar num fenómeno absorvente e aglutinador da actividade dos verdadeiros Canenses, alterando-lhes toda a dinâmica habitual.
Esta situação de desequilíbrio em que ultimamente temos vivido, acabou por ser aproveitada pela Câmara para não executar, ou executar mal, o pouco que na freguesia trazia em curso, não honrando os compromissos que particularmente assumira.
O orçamento camarário foi aliás, a confirmação da ruptura que dia a dia, se vinha manifestando em situações deste tipo.
Aprovado pela assembleia Municipal com o voto contra do Presidente da nossa Junta, não contemplou a nossa Freguesia com qualquer verba indiciária de realização de vulto.
A pretexto de que existem em Canas “para remendar” (e mal) os já célebres e eternos viadutos, que aliás só tem servido para entravar o progresso de Canas e dificultar a vida dos Canenses, esse orçamento esqueceu-se, uma vez mais, da Freguesia.
E que o dinheiro era preciso para efectuar mais algumas obras supérfluas onde os senhores da Câmara querem e não chegava para acudir às necessidades mais elementares da população.
Porém, de contradição em contradição, o executivo que diz não poder contemplara nossa Freguesia no orçamento por causa do dinheiro, a gastar com os “viadutos”, afirma agora que não sabe de onde há-de vir o dinheiro para financiar ao menos aqueles “remendos”.
Surgem então os planos alternativos que, segundo dizem os seus autores, são sempre mais “baratos” e mais de harmonia com os interesses dos Canenses….
Aliás, se por mero engano, se pretende alguma vez edificar melhoramento com “princípio, meio e fim” logo surgiram os mentores da teoria do mais barato a reinventar projectos.
E que para Canas tem de ser pouco e mau. Dizem que gastam milhares de contos, mas as obras não aparecem. E então essa dos “projectos alternativos” têm andado na ordem do dia.
Sempre será uma maneira de ganhar tempo, de protelar indefinidamente a satisfação das necessidades do povo bloquear o desenvolvimento de complicar a vida dos que trabalham e, algumas vezes até, de proteger também certos interesses privados ou de grupo.
Certo e sabido é o que em consequência das alternativas as “comadres” já começaram a ralhar por causa dos “viadutos” e de outras coisas mais.
Mas a única verdade é a de que os problemas da nossa terra continuam por resolver.
Porém, não devem os Canenses deixar-se mobilizar por interesses de outra ordem. Nestas “ralhas” estão apenas em jogo interesses pessoais de grupo ou de partido, que no essencial a “história” é sempre a mesma.
A solução dos problemas da nossa freguesia só poderá ser ditada pelo seu povo e não por aqueles que na escalada do poder nos confundem e nos aliciam.
A realidade é só esta. Só a unidade do povo poderá, com toda a sua dinâmica, dar satisfação às suas próprias necessidades e interesses, mas não deverá deixar-se iludir por tricas partidárias ou questões de segunda ordem de que nada aproveitará.
Chegou a hora, Canenses de dar balanço e verificar se e em que medida, se concretizaram as promessas e as juras publicamente anunciadas.
A verdade é esta. O Saldo actual é, como os anteriores, profundamente negativo e o “casamento” que os outros temeram, foi apenas mero passatempo, manobra de diversão, falsas promessas e nada mais.
Esta pausa do Movimento serviu apenas para mostrar que tudo caminha para pior….
Canas de Senhorim, 28 de Janeiro de 1987
C.M.R.C.C.S.
Movimento de Restauração do Concelho de Canas de Senhorim
AO POVO DA FREGUESIA DE CANAS DE SENHORIM
Nesta hora difícil para a nossa freguesia não pode o Movimento para a Restauração do seu Concelho (MRCCS) deixar de alertar e esclarecer as suas populações das consequências graves que poderão resultar da situação que atravessam.
Ao arbítrio, à injustiça, à desigualdade de tratamento e a atitudes semelhantes em que a Câmara é pródiga, vieram abater-se sobre o povo e sobre a nossa terra dificuldades de monta resultantes da situação política que o país atravessa.
Ao fecho das empresas sucedem-se normalmente a fome, a doença, a miséria e a destruição do tecido social.
Podem os Canenses acabar por se ver confrontados com uma situação deste tipo e urge continuar-se unido em volta desse objectivo comum – a reabertura da C. P. F. E..
Algumas pessoas rejubilam com a sua paralisação porque a política, o grupo e o Partido, estão para elas acima dos interesses mais gerais da colectividade, dos interesses de todos nós. O seu egoísmo é a manifestação mais próxima de uma mentalidade revanchista.
Contra a vontade de uns quantos (aliás os de sempre) os verdadeiros Canenses não se esqueceram ainda dos problemas que os afligem e afligem a sua terra, nem trocaram a sua dignidade pela satisfação de interesses pessoais e passageiros.
Contra a vontade desses o Movimento continua firme na defesa do ideal sagrado dos Canenses que representa e no respeito pela sua vontade livremente manifestado.
O Movimento do povo de Canas na execução do projecto em que se empenha – A Restauração do seu Concelho – traça a sua estratégia e define a sua própria orientação.
Dentro da sua dinâmica, a trégua que se tem seguido serviu exactamente para mostrar que a solução dos nossos problemas não se compadece com as promessas aventadas nas jogadas eleitoralistas dos que acabarão por deter momentaneamente o poder.
Como não poderia deixar de ser, o actual executivo da Câmara é, pelo menos, tão mau como os anteriores. Acresce a este facto, como factor importante também, a paralisação da C. P. F. E..
Este problema com todas as graves consequências de ordem humana, económica e social, que pode acarretar, acabou por se tornar num fenómeno absorvente e aglutinador da actividade dos verdadeiros Canenses, alterando-lhes toda a dinâmica habitual.
Esta situação de desequilíbrio em que ultimamente temos vivido, acabou por ser aproveitada pela Câmara para não executar, ou executar mal, o pouco que na freguesia trazia em curso, não honrando os compromissos que particularmente assumira.
O orçamento camarário foi aliás, a confirmação da ruptura que dia a dia, se vinha manifestando em situações deste tipo.
Aprovado pela assembleia Municipal com o voto contra do Presidente da nossa Junta, não contemplou a nossa Freguesia com qualquer verba indiciária de realização de vulto.
A pretexto de que existem em Canas “para remendar” (e mal) os já célebres e eternos viadutos, que aliás só tem servido para entravar o progresso de Canas e dificultar a vida dos Canenses, esse orçamento esqueceu-se, uma vez mais, da Freguesia.
E que o dinheiro era preciso para efectuar mais algumas obras supérfluas onde os senhores da Câmara querem e não chegava para acudir às necessidades mais elementares da população.
Porém, de contradição em contradição, o executivo que diz não poder contemplara nossa Freguesia no orçamento por causa do dinheiro, a gastar com os “viadutos”, afirma agora que não sabe de onde há-de vir o dinheiro para financiar ao menos aqueles “remendos”.
Surgem então os planos alternativos que, segundo dizem os seus autores, são sempre mais “baratos” e mais de harmonia com os interesses dos Canenses….
Aliás, se por mero engano, se pretende alguma vez edificar melhoramento com “princípio, meio e fim” logo surgiram os mentores da teoria do mais barato a reinventar projectos.
E que para Canas tem de ser pouco e mau. Dizem que gastam milhares de contos, mas as obras não aparecem. E então essa dos “projectos alternativos” têm andado na ordem do dia.
Sempre será uma maneira de ganhar tempo, de protelar indefinidamente a satisfação das necessidades do povo bloquear o desenvolvimento de complicar a vida dos que trabalham e, algumas vezes até, de proteger também certos interesses privados ou de grupo.
Certo e sabido é o que em consequência das alternativas as “comadres” já começaram a ralhar por causa dos “viadutos” e de outras coisas mais.
Mas a única verdade é a de que os problemas da nossa terra continuam por resolver.
Porém, não devem os Canenses deixar-se mobilizar por interesses de outra ordem. Nestas “ralhas” estão apenas em jogo interesses pessoais de grupo ou de partido, que no essencial a “história” é sempre a mesma.
A solução dos problemas da nossa freguesia só poderá ser ditada pelo seu povo e não por aqueles que na escalada do poder nos confundem e nos aliciam.
A realidade é só esta. Só a unidade do povo poderá, com toda a sua dinâmica, dar satisfação às suas próprias necessidades e interesses, mas não deverá deixar-se iludir por tricas partidárias ou questões de segunda ordem de que nada aproveitará.
Chegou a hora, Canenses de dar balanço e verificar se e em que medida, se concretizaram as promessas e as juras publicamente anunciadas.
A verdade é esta. O Saldo actual é, como os anteriores, profundamente negativo e o “casamento” que os outros temeram, foi apenas mero passatempo, manobra de diversão, falsas promessas e nada mais.
Esta pausa do Movimento serviu apenas para mostrar que tudo caminha para pior….
Canas de Senhorim, 28 de Janeiro de 1987
C.M.R.C.C.S.
1 Comments:
@donadaprima,
se foi ele, então nem sei como adjectivá-lo!...
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